IASFA – Por onde anda o dinheiro que descontamos para a ADM?

Transcreve-se o mail enviado aos oficiais das Forças Armadas, de que foi dado conhecimento a: Presidente da República, Assembleia da República (todos os Grupos Parlamentares), Primeiro-Ministro, MDN, restantes Associações Profissionais de Militares, organizações representativas dos Ex-Combatentes, órgãos de comunicação social:

“Caros camaradas

Uma empresa que fornece assistência aos beneficiários do IASFA enviou-nos um ofício solicitando o nosso apoio para resolver o problema da dívida da ADM de 320.000 euros decorrente dos serviços que presta, que se arrastava há um número muito significativo de meses.

Em seguida, essa empresa oficiou o IASFA dando conta de ir fazer cessar a prestação de serviços.

O problema terá sido resolvido.

Ultrapassou-se este problema, mas continuam pendentes situações em tudo semelhantes. O que valem as outras empresas, muitas delas que, entretanto, resolveram começar a cobrar juros de mora? Qual o enquadramento orçamental para o efeito? Como vão ser pagos esses juros de mora? Com os nossos descontos e, assim, lá vão os militares ter que arcar com a inoperância (incompetência?...) de terceiros?...

E os beneficiários que vêm sendo castigados com demoras inadmissíveis nas respetivas comparticipações?...

Tudo isto se passa num quadro ainda mais preocupante, pois, há pouco tempo, no meio da opacidade das respetivas contas, foi noticiado por um jornal que a ADM teria um “buraco” de várias dezenas de milhões de euros.

Ora, é público que a ADSE dá “lucro”(leia-se: apresenta resultados positivos) e não consta que as SAD da GNR e da PSP apresentem “prejuízo”. Porque é que só com a ADM surge este tipo de problemas?

Já se fala em cedência de património imobiliário para liquidar esse “buraco”, repetimos: de várias dezenas de milhões de euros. Isto enquanto parte do ex-Lar Académico Militar e o Forte das Maias, localizados em Oeiras, têm vindo a ser deixados ao abandono sem qualquer tipo de utilização (que até já tiveram), naquilo que parece ser uma aposta no “empurrar” para uma “solução” dita “milagrosa”.

Muito estranhamos que do MDN não tenha surgido uma só palavra acerca de uma solução decente para o problema.

Para concluir: por onde anda, na realidade, o dinheiro que descontamos 14 vezes por ano para a ADM?...

Cordialmente,

O Presidente do Conselho Nacional da AOFA

António Augusto Proença da Costa Mota

Tenente-Coronel

PS

Muito apreciaríamos conhecer o acordo (e respetivas envolventes) que garante a assistência dos beneficiários da ADM pelo Hospital da Cruz Vermelha sem qualquer encargo para os próprios.

Muito apreciaríamos, também, que nos fosse explicada a razão de ser da mingua a que foram “condenados” os serviços médicos proporcionados pelo Serviço de Apoio Médico do Centro de Apoio Social (o que vem provocando, isso sim, enorme contentamento nas empresas privadas que prestam idênticos serviços na zona e, até, das que transportam os residentes no Centro às consultas no exterior a que têm que recorrer…), embora com promessas de solução para a situação de há mais de dois anos… “

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