A situação do Lar Académico Militar/IASFA

Damos a conhecer o mail em que a posição da AOFA foi divulgada:

De: Relações Públicas [mailto:relacoes.publicas@aofa.pt]

Enviada: quarta-feira, 27 de setembro de 2017 23:03

Assunto: IASFA - O mistério do destino do ex-Lar Académico Militar

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Caros camaradas

Na primeira versão do Plano de Atividades do IASFA para 2018 (PA/2018) podia ler-se, entre um enorme número de objetivos, “…criação de unidade hoteleira no ex-LAM, forte das Maias e palácios CASLisboa”.

Na reunião do Conselho Consultivo (CC) - órgão de que as Associações Profissionais de Militares fazem parte, assim como representantes do MDN e dos Ramos - de 2017AGO31foi decidido, por unanimidade (decisão apoiada em vários pareceres) que o PA/2018 devia ser melhorado.

Poucos dias depois, foi-nos enviada uma segunda versão do PA/2018 (a ser apreciada na reunião do CC/IASFA de 2017OUT03).

Nela pode agora ler-se, naquilo que constituiu uma reviravolta surpreendente em menos de um mês, em substituição do constante no anterior, “…concentração da sede nos Palácios de Lisboa, recuperação da Messe do forte das Maias para turismo, lazer e colónia de férias, e o estudo da recuperação do ex-LAM”.

Pondo de parte a questão da sede e a recuperação do forte das Maias (em que importa saber, com exatidão, entre outras coisas, como irá ser feito o financiamento, se envolverá parcerias e em que condições, a quem se destina, etc.), debrucemo-nos apenas sobre o ex-Lar Académico Militar.

Importa lembrar que, sob o título “IASFA - O esbulho que se prepara no ex-Lar Académico Militar?”, divulgou a AOFA, em 7 de Agosto passado, uma informação em que dava conta das suas preocupações, tendo como pano de fundo o que constava (veja-se a primeira versão do PA/2018) e a situação que se verificava naquelas instalações.

Situação que mais parece visar o afastamento dos beneficiários do espaço em apreço, nomeadamente os mais jovens.

Relembramos o que então foi dito.

Sinteticamente:

  • Abandono do ginásio (num estado deplorável, que impede qualquer tipo de utilização);
  • Abandono do Parque Infantil (idem, idem);
  • Abandono do Polivalente Desportivo (idem);
  • Deslocalização dos serviços para o edifício do SASOC/CASOeiras.

Abre-se um parêntesis para falarmos no chamado Parque para Caravanas, um espaço destinado a essa finalidade, mas que, para além da evidente degradação que apresenta, tem visto a sua utilização dificultada ultimamente.

Encontram-se devolutas:

  • A antiga messe de Sargentos (alvo de obras num passado não muito afastado no tempo);
  • A antiga Creche, destinada a filhos de funcionários do CASOeiras;
  • As antigas instalações do SAGER (uma vivenda, chamemos-lhe assim);
  • Quatro vivendas (para além destas, encontra-se cedida, segundo consta apenas “até ver”, a uma organização que apoia jovens a antiga Casa do Governador);
  • A antiga camarata destinada às praças que num passado já longínquo garantiam apoio às instalações dos então SSFA, cedida - igualmente, segundo consta, apenas “até ver” - a uma organização de escuteiros;
  • Espaços ocupados anteriormente pela área oficinal.

A serem utilizados encontram-se apenas:

  • O edifício Gulbenkian (oferecido à Instituição para que nele fossem ministradas aulas nos tempos do Lar Académico Militar enquanto tal) e que, acrescentado por obras relativamente recentes (com um custo bem significativo), alberga a ADM;
  • Um edifício (que importou em algumas centenas de milhares de euros) que guarda o Arquivo Mecânico da ADM;
  • A Messe (igualmente alvo de obras num passado recente que tiveram um custo bem significativo), que aloja quem trabalha na ADM e vários outros militares colocados na área da grande Lisboa e onde passam férias os poucos beneficiários que se apercebem dessa possibilidade.

A degradação dos espaços é visível a olho nu: a erva cresce em tudo o que era espaço verde (para não falar na que ornamenta os passeios), as plantas não são regadas, os lagos deixaram de ter água (antes, as regas e o abastecimento dos lagos eram assegurados pela água de um poço que começou por ser extraída por um moinho de vento para passar idêntica função a ser desempenhada por um motor).

Consta à boca pequena que o Conselho Diretivo pretende retirar a ADM das instalações que ocupa.”

Entretanto, as organizações que ocupavam algumas dependências e, até, espaços do ex-LAM, mediante a existência de contratos de comodato, foram convidadas a sair.

Como poderão verificar pela notícia abaixo, ao Agrupamento de Escuteiros 1354, uma das organizações que se encontravam no ex-LAM e que teve que procurar outra sede, foi invocada a necessidade das instalações pelo “Estado”:

http://noticias-oeiras.pt/2017/07/26/sede-escuteiros-oeiras/

Uma coisa temos como certa: o estudo de recuperação do ex-LAM terá que envolver necessariamente os beneficiários representados pelas Associações Profissionais de Militares.

Cordialmente,

As Relações Públicas da AOFA

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